>

Palavras Exiladas No Facebook

quinta-feira, 14 de maio de 2015

A ablepsia

Certo é que há escuridão
O tempo passa
E não sabe mais com que velocidade ir
Geralmente vai rápido de mais...

Tão rápido que os corações apaixonados
Migram em questão de dias para outro amor
Quase que inexplicavelmente...
E são felizes

Porém a outra metade esquecida
Procura compreender esse amor falido
Jurado com fervor a tão pouco tempo
E que ainda flameja timidamente em si

E essa busca definitivamente
Não irá terminar em um novo amor

terça-feira, 10 de março de 2015

Eu lírico

Eis que desperto subitamente
Com o sol a se pôr
Levando o meu sonho embora,
Sonho bom...

Me vejo acordado e perdido
O que incomoda
É um imenso vazio
Que nem sei de onde vem

Nem sei pra que existe
Isso que me preenche
De angústias e reticências...
Fico sem saber o que, como e por onde

Recomeçar...

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Doce Exílio

E assim foi efêmero,
Caindo direto no limbo
De repente surgem barreiras
Pontiagudas e ásperas

O exílio, abrupto e certeiro
Quando menos se espera
Envolve inescrupulosas sensações
Em torno de um ser que padece...

Que atordoado tenta se libertar
Aos poucos...
Retomar as suas origens
Em seu interior vive profundas mágoas

Vítima de sua própria imensidão

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Dois

Tava aqui pensando em ontem,
No seu sorriso-medusa, perfeito.
No sofá... que aconchego!
No nosso fica-não-vai, titubeei...

Tava aqui que não me aguentava
Em manter o bem dentro de mim
E lembrei-me de quem extravasava
E decidi grafar, sim

Em um texto poético,
Poeta que tento ser
A alegria que fico,
É minha, me deixa viver!

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Inato Destino

Mais uma noite
Sentimento Inefável
Difere, é incomum

Não dá com a malemolência
Que reina gradativamente

A capacidade de igualar
Assemelha-­se a de uma utopia
Se tornar realidade física

É assim, e talvez não irá mudar
Qual fora o martírio, ou pecado?

Sabe­-se lá....
Em suma, há de ser
Embora soe inverossímil
Planeios pérfidos

De um destino implacável

sábado, 13 de setembro de 2014

Luto

Noite de Luto
Duas luzes vermelhas
Acopladas no alto de um prédio
Juntas e ao mesmo tempo isoladas

Em volta, um escuro infinito
No topo de um silêncio mortal
Da janela eu vejo essa cena
Que me parece surreal


sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Distância

Tento ver em você o que me fez
Perder de vista a razão
O mundo ficou pra trás
Ah, como ficou distante...

Lá no alto vejo estrelas cintilando
A iluminar meu coração
De perto, não é a mesma coisa
Mas continua a transmitir o amor

Sei que meu coração dispara
Sem ritmo, sem frequência
Apenas dispara sem parar
Como quem procura o sentido

Porque, eu ainda não sei
Mas vou descobrir